Biografia

O percurso através de três culturas, três formas de vida, três sonoridades conduziu Silvia a uma profunda e extasiada relação com a música!

Silvia cultivou desde cedo o gosto pela música, dotando-a de uma imensa cultura musical. Este conhecimento levou-a até ao Fado, que a seduziu e conquistou. A magia que envolve esta descoberta, leva a artista a cantar e sentir todo o universo de sensações e emoções que o Fado lhe desperta. Criou-se, assim, uma relação íntima e muito intensa, de dedicação e entrega.

Tudo começou na sua infância. O seu pai, cantava profissionalmente, toda a família paterna cantava, os amigos dos pais (quase todos ligados à música) tornavam qualquer motivo de reunião em festejo sob a forma de música. O seu pai tocava guitarra clássica, o seu avo – gaita de foles e muitos dos seus familiares tocavam instrumentos variados.

A voz do seu pai, junto com a sua guitarra clássica, cultivou desde muito cedo em sua filha um gosto muito especial pela música sentimental. Ligado a um movimento cultural chamado “Poetas com guitarra”, ele foi um grande catalisador do desenvolvimento artístico da Silvia.

Nascida na Bulgária, a artista tem, naturalmente, as suas raízes musicais no folclore búlgaro. O seu percurso musical começa em Shumen, sua cidade natal, onde estudou durante muitos anos piano/teclas, formação musical e vocal. Mas o seu percurso de vida foi bastante aventureiro. Passou os melhores anos da sua infância no Lobito – Angola, onde foi criada pelos seus pais que trabalhavam lá nos anos 90.

Cinco anos em África foram suficientes para marcar para sempre a alma desta artista, que foi ensinada a amar o mundo, respeitar as diferentes culturas e o mais importante – adorar a língua portuguesa.

Posteriormente já em Portugal, a Sílvia continuou os seus estudos musicais, dedicando-se ao jazz, improvisação e interpretação, campos que aperfeiçoaram e ajudaram a criar um estilo muito próprio de musicalidade e interpretação.

A artista bilingue e com dupla nacionalidade (luso-búlgara), encontra mais tarde em Portugal, onde se radicou, a sua verdadeira essência artística – o Fado.

Com o Fado enraizado na sua essência, Silvia decide lançar o seu disco que permite revelar a sua admiração por esta música tão portuguesa. O resultado é um conjunto de músicas que nos transportam para um universo intenso e meigo, vigoroso e expressivo. A sonoridade reporta todo o fascínio e entrega da artista pela vida, pelos outros e pela música.

CAMINHO é um trabalho que antes de existir já era amado… é a designação perfeita para descrever numa palavra todos os sentimentos e conhecimentos desenvolvidos ao longo dos anos. Trata-se de um álbum envolvente e intimista, que associado à voz quente da cantora, transmite uma sonoridade muito agradável e melodicamente marcante.

O disco conta com uma grande diversidade de originais, alguns Fados tradicionais e alguns poemas de Silvia, mais uma das suas facetas artísticas.

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O resultado final são 13 temas entre os quais se destacam o single do disco e tema original – “Caminho” do compositor Paulo Martins.

O tema “Teresa Triste” (letra e música também do Paulo Martins), onde a Silvia revela os seus dotes vocais, com uma voz de grande controle, conseguindo transportar-nos num universo meigo e doce, bem como demonstrar os seus plenos poderes, construindo o clímax de emoções em cada frase, articulando a letra de uma forma muito expressiva e própria.

Outro tema de grande destaque musical devido à sua sonoridade mais jazzística é o original “Ao Cimo da Rua” do compositor, músico e amigo chegado da artista – Carlos Peninha. O tema leva-nos a uma harmonia inesperada e feérica, melodia tenra e uma interpretação vocal graciosa e elegante.

O tema mais exótico do álbum é o “Mãe Negra” do compositor Paulo de Carvalho e letra de Alda Lara, poetisa angolana. Com arranjo do compositor Telmo Lopes (bem como todos os outros temas do disco), este tema numa versão afetuosa possui uma sonoridade muito quente e envolvente e fazia todo o sentido ser incluído no primeiro trabalho discográfico da Silvia, o qual se dedica às terras Africanas onde ela foi criada.

No seu álbum “Caminho” a Silvia soube também encontrar a oportunidade para homenagear os fadistas com quem sente profundas afinidades artísticas. “Um Fado Nasce” é o tema mais alegre do disco, homenageando a grande diva do fado de sempre – Amália Rodrigues.

O “Fado Penélope”, por outro lado, apesar de aparentemente ter uma sonoridade mais tradicional, é um fado bastante arrojado do repertório do grande fadista Carlos do Carmo, que ele próprio considera como “mais um escândalo para os puristas”.

Neste primeiro álbum emergiria mais uma faceta artística da Silvia – os poemas “Flor-de-Lis” e “Fado Menor da Paixão”. Estes dois poemas foram escritos para os fados tradicionais, respetivamente o Fado Magala do José Carlos Gomes e o Menor Versículo do Alfredo Marceneiro.

Contando com uma equipa de músicos de excelência, e masterizado pelo Nelson Canoa (CANOA STUDIOS), o álbum, foi gravado e editado entre 2012/2014 em Lisboa pelo produtor e compositor Telmo Lopes (EPM ESTUDIO), cujos conselhos Silvia sempre reconheceu como um importante factor formativo na sua personalidade artística e interpretativa.

A artista atua com sucesso nos palcos nacionais e no estrangeiro desde 2008, tendo já a sua posição emérita entre os nomes do Fado. Além dos palcos nacionais e estrangeiros, o caminho da cantora passa também pelos vários media nacionais e internacionais, tendo já apresentações nos: RTP, SIC, Rádio TSF, TV RECORD do Brasil, Rádio Cultura de Timbó Brasil, entre outros.

Este disco foi oficialmente lançado em Outubro de 2014 nas lojas FNAC em Portugal. Desde então a fadista Silvia fez três grandes digressões, nomeadamente no Brasil (turnê de 10 dias consecutivos em várias cidades pelo estado Santa Catarina em Dezembro de 2014, e duas turnês na Suíça em Julho e Setembro de 2015. A saída e lançamento oficial do disco foi antecedido pela apresentação parcial durante a sua primeira digressão no estrangeiro – Bélgica, 2012.

No seio do seu repertório original o Fado “Caminho”, e o seu vídeo oficial, depressa conduziu a numerosas apresentações internacionais de grande sucesso.

O que se espera do álbum CAMINHO é que todos que o ouçam tenham vontade de viver e de voltar a ouvi-lo!